sexta-feira, 20 de junho de 2008
PROVÉRBIOS POPULARES
> Cada macaco no seu galho.
> A esperança é a última que morre.
> Quem não tem cão caça com gato.
> O apressado como cru.
> Quem casa quer casa.
> Devagar se vai longe.
> Nem tudo que reluz é ouro.
> Quem sai na chuva é pra se molhar.
> Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
> A união faz a força.
> Quem conta um conto aumenta um ponto.
> Cão que ladra não morde.
> A justiça tarda, mas não falha.
> Dois bucudos não se beijam.
> A pressa é inimiga da perfeição.
> Quem tem boca vai à Roma.
> Em terra de cego quem tem olho é rei.
> Quando a esmola é muita o santo desconfia.
> É de menino que se torce o pepino.
> Há males que vêm para o bem.
> O que os olhos não veem o coração não sente.
> Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.
> Nem tudo que balança cai.
> Quem procura acha.
> O olho do dono engorda o porco.
> Em casa de ferreiro o espeto é de pau.
> Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
> É errando que se aprende.
> Quem rir por último rir melhor.
> Para bom entendedor meia palavra basta.
RECEITA

• canela em pó para polvilhar
• 1 vidro (200 ml) de leite de coco
• 1 lata de leite condensado
• 2 xícaras (chá) de leite
RECEITA

• 4 colheres (sopa) de açúcar
• ½ lata de leite
• 1 lata de leite condensado
Festas Juninas no Nordeste

ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

DANÇA DAS FITAS

quinta-feira, 1 de maio de 2008
LENDA: IARA

PARLENDA (III)
domingo, 20 de abril de 2008
CRENÇA - CUCA

sábado, 5 de abril de 2008
ADIVINHAS (II)
I
O que é, o que é,
Voa, voa, não tem asa
Leva a vida a assobiar
Sopra, sopra, não tem boca
Tem pé e vive no ar?
II
O que é, o que é,
Está no meio do começo
Está no começo do meio
Estando ambos assim
Está na ponta do fim?
III
O que é , o que é,
Quem faz nunca vai querer
Quem compra não quer usar
Quem usa não pode ver
Quem vê não vai desejar?
PARLENDA (II)
Que escuro!
Cadê a luz?
Dedo apagou.
Cadê o dedo?
Entrou no nariz.
Cadê o nariz?
Dando um espirro.
Cadê o espirro
Ficou no lenço.
Cadê o lenço?
Dentro do bolso.
Cadê o bolso?
Foi com a calça.
Cadê a calça?
No guarda-roupa.
Cadê o guarda-roupa?
Fechado à chave.
Cadê a chave?
Homem levou.
Cadê o homem?
Está dormindo
de luz apagada.
Nossa!
Que escuro!
PARLENDA(I)
sexta-feira, 4 de abril de 2008
A LENDA DO VASO MORTO

quinta-feira, 3 de abril de 2008
CAVALO MARINHO

terça-feira, 1 de abril de 2008
LENDA: O MUTUM E O CRUZEIRO DO SUL

MITO: O PAPA FIGO
O Papa Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito que carrega um grande saco às costas. Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrair as vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.
Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papa-Figo, um sujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessa doença seria o crescimento anormal de suas orelhas.
Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrivel doença ou maldição, o Papa-Figo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração do fígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em dinheiro, que é para o enterro e também para compensar a família.
LENDAS DO BRASIL - SUDESTE

Às margens do Itapemirim, claro e rápido, sobre fundamentod de granito, ergueu-se o casal, num diálogo que atravessa os séculos, ouvido pelas tempestades e compreendido pelos passarinhos.
É o grupo do frade e a freira...
Transformou-os Deus em duas estátuas de pedra, reconhecíveis, identificáveis, perfeitas.
Não os separou nem os uniu num abraço perpétuo à face dos homens.
Deixou-os próximos e distanciados, nas atitudes de meditação e de reza, de sonho e de resignação, frente a frente, imagem da imóvel felicidade, da obstinação amorosa, esperando o infinito.
E assim, eternamente, ficarão...
Cascudo, Luís da Câmara. Lendas Brasileiras para Jovens. São Paulo: Global Editora, 2006
segunda-feira, 31 de março de 2008
LENDA: VITÓRIA RÉGIA

A MAIS BELA DAS FLORES AQUÁTICAS
Segundo os pajés, Jaci de vez em quanto descia a terra para buscar uma virgem e transformá-la em estrela para viver junto dela no céu. Naiá ao escutar tal história decidiu que queria ser transformada em uma estrela para viver junto do seu amor.
Naiá era bela, os bravos guerreiros sempre a cortejavam, mas nada adiantava, ela recusava todos os convites de casamento devido a sua grande paixão. Todos os dias esperava com ansiedade a lua surgir para então admirá-la . Já quase se manhãzinha Naiá saiu correndo em direção oposta ao sol para tentar alcançar Jaci, mas tudo era em vão, a lua ia embora sem lhe dar atenção.
Em uma noite Naiá adoeceu e de tanto ser ignorada pela lua começou a definhar. Mesmo assim, todas as noites fugia para admirá-la. Numa dessas vezes a indiazinha ao ver o reflexo da lua no rio, imaginou que Jaci tivesse vindo buscá-la e exultante de felicidade mergulhou nas águas profundas do igarapé e morreu afogada.
A lua com dó da bela indiazinha e vendo o seu sacrifício, resolveu transformá-la em uma linda estrela incomum, não para brilhar no céu, mas para refletir o clarão do luar nas águas dos rios da Amazônia. A esta estrela (NAIÁ) atribuí-se o nome Vitória-Régia, a linda flor aquática da Amazônia que só abre suas pétalas ao clarão do luar.
MITO: A MULHER DA MEIA-NOITE

LENDAS DO BRASIL - NORDESTE

Sua Incelência já preparou os ouvidos da gente quando está com as meleitas? Pois, tal e qual.
O carreiro era meu charapim: acudia pelo nome de João, como eu.
Deitou-se nas tábuas, enquanto os bois andavam para diante, com as archatas merejando suor que nem macaxeira encruada.
Levava um sino para a Capela de Estremoz, na vila era povo como abelha, esperando o brônzio para ser batizado logo.
João de vez em quando acordava e cutucava a boiada com a vara de ferrão:
- Eh, Guabiraba!, eh, Rompe-Ferro, eh, Manezinho!
Era lua cheia.
Sua Incelência já viu uma moeda de ouro dentro de uma bacia de flandres? Assim estava a lua lá em cima.
João encarou o céu como onça ou gato-do-mato.
Pegou nosono e o carro andando...
Mas a boiada começou a fracatear, e ele quando acordava, zás - tome ferroada!
Os bois tomaram coragem e força. Ele cantou uma toada da terra dos negros, triste, triste, como quem está de despedindo.
Os bois parece que gostaram e seguraram o passo.
Então ele pegou de novo no sono.
Quando acordou, os bois estavam de novo parados.
- Diabo!, e tornou a emendá-los com o ferrão!
A coruja rasgou mortalha, João não adivinhou, mas a coruja estava dizendo que naquela hora e carregando um sino pra casa de Nosso Senhor não se devia falar no maldito.
Gritou outra vez:
- Diabo!
O canhoto então gritou do inferno:
- Quem é que está me chamando?
João a mdo que ouviu e ficou arrepiado. Assobiou para enganar o medo; tornou a cantar a toada, numa voz de fazer cortar o coração, como quem está se despedindo.
Pegou ainda no sono uma vez. A luz da lua escorrendo do céu era que em dormideira!
Quando acordou - aquilo só mandando! - a boiada de pé.
- Diabo!
O maldito rounou-lhe ao ouvido:
- Cá está ele!
E arrastou o carro pra dentro da lagoa com o pobre negro, os bois e tudo.
Sua Incelência já passou pôs aqui depois da primeira cantada do galo no tempo da Quaresma? Quando passar, faça reparo: - canta o carreiro, chia o carro, toca o sino e a boiada geme...
sábado, 29 de março de 2008
LENDAS DO BRASIL - CENTRO-OESTE

sexta-feira, 28 de março de 2008
LENDAS DO BRASIL - NORTE

quarta-feira, 26 de março de 2008
ADIVINHAS
Veja algumas retiradas do livro Bazar do Folclore de Ricardo Azevedo:
Respostas: briga, botão, fome, lágrima, estrelas
Azevedo, Ricardo. Bazar do Folclore. São Paulo: Ática, 2001
domingo, 23 de março de 2008
O MACACO E A VELHA
Que dói, dói, dói
Na hora de temperar, o macaco cantou:
Que dói, dói, dói
Eu também tenho filhos
Na hora de assar, o macaco cantou:
Me assa devagar
Que dói, dói, dói
Eu também tenho filhos
Que dói, dói, dói
A cozinheira serviu o macaco num prato enfeitado com arroz, feijão-preto, couve, farofa e mandioca frita.
A velha estalou a língua, sorriu, cortou um pedaço e mordeu.
Na hora de mastigar, o macaco cantou:
Mastiga devagar
Que dói, dói, dói
Eu também tenho filhos
Que dói, dói, dói
A velha estranhou, apertou os olhos mas comeu tudinho. Foi quando deu uma dor de barriga daquelas, pior que rebuliço nas tripas. A mulher levantou, sentou, andou prá lá e prá cá. Não teve jeito, era o macaco pedindo:
- Quero sair.
A velha respondeu:
- Sai pelas orelhas.
- Não posso não, que tem cera - gritou o macaco - Quero sair!
A barriga da mulher doía.
- Sai pelo nariz.
- Tá assim de gosma. Quero sair!
A barriga roncava cada vez mais.
- Sai pela boca.
- Pela boca tem cuspe. Quero sair!
Aí a velha estufou, estufou e pum!
Foi um estouro que se ouviu lá de longe.
E de dentro dela saiu o macaco e mais um bando de macaquinhos, tudo viola, dançando e cantando:
Eu vi a bunda da velha iá, iá
Eu vi a bunda da velha iô, iô
Azevedo, Ricardo. Histórias que o povo conta. São Paulo: Editora Ática, 2002. p. 26-30
sábado, 22 de março de 2008
COISAS QUE NINGUÉM VÊ
Um verão sem poeira
Um ano sem dezembro
Semana sem quinta-feira
Um dia faltar cana
Na zona canavieira
Jamais ninguém vê
Edifício sem altura
Firmamento sem estrela
E oceano sem fundura
E vê uma geração
Sem ter outra futura
Jamais ninguém vê
Desesperro sem aperreio
Quero ver uma capital
Com bonito sem ter feio
E ver uma carta sem selo
Seguir pelo Correio
Porém eu queria ver
Ladrão pra não roubar
Ser humano sem defeito
E sábio pra não errar
E vivendo nesse mundo
Nascer e não se acabar
Jamais ninguém vê
Uma coisa sem autor
Nem vê um ser humano
Que não seja pecador
E dizer que já viu
Um urubu cantador
Quero ver contabilista
Que não saiba contar
Quero ver um rico dizer
Que nunca sentiu uma dor
E quero ver um jurado
Sem juíz e sem promotor
Jamais ninguém vê
Vitória sem derrota
Um árvore envergada
Para ela não ser torta
E coisa muito antiga
Para não ser remota
José Severino Cristóvão
UM JOGO

sexta-feira, 21 de março de 2008
CORDEL
