quarta-feira, 19 de março de 2008

O CEGO E O DINHEIRO ENTERRADO

Um cego muito econômico guardava suas moedas em casa e, temendo os ladrões, resolveu esconder seu tesouro no quintal. Cavou um buraco ao pé de uma árvore, debaixo da raiz, e deixou seu denheiro bam disfarçado.

Sucedeu que um seu visinho, vendo-o ir tão cedo para o fundo do quintal, acompanhou-o, descobrindo o segredo. Qaundo anoiteceu, voltou à árvore e furtou todo o dinheiron que o cego enterrara.

Pela manhã, o dono veio, tateando, verificou ter sido roubado. Como não resolvia chorar ou queixar-se, fingiu não ter sido visitado pelo ladrão e começou a pensar em uma forma de readquirir seu dinheiro sem barulhos.

Foi procurar o vizinho e lhe falou, por aqui assim: - "Vizinho, nesse tempo ninguém pode terconfiança senão em si mesmo, apesar dos dentes morderem a língua e ambos viverem juntos. Juntei minhas economias e escondi num pé de árvore ali no meu quintal, pensando ser lugar bem seguro. Acabo de receber um dinheiro que emprestara e vim pedir conselho a você. Guardo tudo junto ou levo esse dinheiro para a cidade?"

O vizinho pensou logo e pegar todo o dinheiro do cego e aconselhou-o que deixasse tudo, no mesmo canto já antigo. E Logo que escureceu, correu e foi levar o que tirara na noite anterior, para o cego não desconfiar. Cobriu tudo de areia, alisou e retirou-se. Mais tarde, o cego procurou o cantinho velho e tomou posse do seu dinheiro ali restituído pelo vizinho que sonhava ficar com tudo.

E, quando o ladrão voltou, encontrou apenas o buraco oco, sem um níquel sequer.

CASCUDO, Luis da Camara. Literatura oral no Brasil. Belo Horizonte: Itariaia, 1984. p.303

2 comentários:

mylena disse...

essa historia é engraçada e o cego soube usa a caberça elle ta de pafabens

mylena disse...

essa historia é linda eu não mim canso de ler ella